
Arquidiocese realiza primeira Mostra de Projetos da Campanha da Fraternidade
05/02/2026 • 5 min


A juventude demonstra ser, de modo crescente, o coração pulsante da Igreja, conquistando um digno espaço de reflexão e atenção por parte da Igreja de Cristo, revelando-se não apenas promessas para o futuro, mas já o presente concretizado e atuante, assumindo o papel de sujeitos protagonistas e dedicados na transformação da evangelização e missão da Igreja.
O Santo Padre, o Papa Francisco (in memoriam), sempre demonstrou uma grande admiração pelo rosto jovem da Igreja e pela sua maneira de evangelizar, vendo nela o reflexo do rosto do próprio Cristo, dedicando a eles a Exortação Apostólica Christus Vivit (Cristo Vive), na qual salienta que são os jovens que trazem a vitalidade, a alegria e a capacidade de levar o amor missionário do próprio Cristo, presente em seus corações, enfatizando onde tudo que Cristo toca, torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida.
Jovens são percebidos pela Igreja como uma grande força de renovação, impulsionados pela busca incessante da autenticidade e por questionamentos pessoais e atuais que demandam soluções para as novas questões que abordam a juventude contemporânea. Em seu pontificado, o Papa Francisco exaltou uma grande busca dos jovens pela sabedoria, pelo anseio de sentido na fé e na vida, e pelo desejo de encontrar seu lugar no mundo, em conformidade com o sonho de Deus e os dons e carismas pessoais. Diante disso, Francisco sempre frisou o valor de ver os jovens em busca dos alimentos essenciais para a alma, a Eucaristia e a Confissão, remédios que auxiliam na busca por uma configuração permanente a Cristo, presente entre nós.
Recentemente, em uma mensagem para a XL Jornada Mundial da Juventude, de 23 de novembro de 2025, o Papa Leão encorajou os jovens a serem testemunhas fiéis e corajosas do amor de Cristo, visando à construção de uma amizade e proximidade com o próprio Cristo presente no meio deles. Esta amizade é chamada a transformar o interior de cada jovem, conduzindo-os a uma vida de doação e transformação, à semelhança de seu Mestre, convictos de que essa relação de amizade na vida do jovem cristão é singular, fiel e eterna, transformando-os em verdadeiros discípulos.
Desta forma, o Papa Leão convida os jovens a se assemelharem ao coração de Cristo, o verdadeiro Verbo Encarnado, e a serem missionários da Palavra por meio de seus gestos, palavras, ações e comportamentos cotidianos. Isso implica colocar-se ao lado de outros jovens, caminhar junto, auxiliando, chorando com os que choram e alegrando-se com os que se alegram (cf. Rm 12, 15), seguindo o exemplo do próprio Mestre enquanto esteve na Terra.
Essa experiência com a Pessoa de Cristo deve conduzir o jovem a um crescimento contínuo na fé e a um comprometimento em cultivar uma intimidade com o Senhor, a qual é transmitida por meio de atos e palavras cotidianas. Cristo, que veio morar em nosso meio, demonstra sua predileção por uma fé próxima e viva, e não distante e abstrata, convidando-nos a viver em nossa intimidade, em nossas famílias e em nossas comunidades um amor ativo de caridade com o rosto jovem e dinâmico de Cristo no mundo de hoje.
O versículo "Ele veio morar entre nós" (cf. Jo 1, 14) sintetiza o chamado de Cristo aos jovens para serem testemunhas da sua própria presença no mundo, capazes de inovar e de evangelizar utilizando novas linguagens, assim, o jovem ao aceitar o chamado de Cristo, torna-se a tenda na qual o Divino se faz humano e transforma a história.
Artigo: Seminarista Leonardo Pastore | Revista Nossa Senhora Aparecida
Data de Publicação
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
14:54
Autor
Alice Zanini
Tempo de Leitura
5 minutos
Categoria
Arquidiocese Cascavel

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