
CORPUS CHRISTI 2026 | 09h | Catedral Nossa Senhora Aparecida
15/05/2026 • 5 min


Pastoral do dízimo da nossa Arquidiocese atua para cada vez mais levar os fiéis ao caminho da espiritualidade e conscientização.
Um dos pilares mais importantes para a sustentação da nossa Igreja, para a manutenção das paróquias e das lideranças religiosas, bem como para a obras sociais, é o dízimo, uma contribuição mensal dos fiéis, que representa mais do que uma experiência de partilha e gratidão, mas um ato concreto de sua fé.
Para conscientizar as pessoas sobre o significado e importância desse gesto, bem como para coordenar esse trabalho, a Igreja conta com a pastoral do Dízimo, que possui coordenações em todas as paróquias, as quais correspondem à uma coordenação arquidiocesana. Na Arquidiocese de Cascavel o coordenador é Eliézer Silva e o Assessor, Diácono Pedro Guerra.
“A principal função de todas as equipes da Pastoral do Dízimo não é arrecadar fundos, mas atuar na evangelização das pessoas através do dízimo”, diz Eliézer ressaltando que pessoas evangelizadas, com certeza serão dizimistas fiéis e isso alegra o coração de Deus.

Agentes preparados
Em todos os segmentos da Igreja, para evangelizar é preciso estar preparado. E a Pastoral do Dízimo segue este preceito, de formar as lideranças, para cada vez mais unificar o pensamento das pastorais paroquiais em um só. “Assim formamos um consenso arquidiocesano do que realmente é essa pastoral e haja uma atuação unificada”, enfatizou Eliézer.
Partilha e Gratidão
O coordenador explica que ainda há um longo caminho a ser trabalhado, no sentido que que as pessoas compreendam que o dízimo é uma experiência de partilha, de gratidão e não um dinheiro doado por obrigação para a sua Igreja. “Muitos ainda têm a concepção de ‘pagar’ o dízimo segundo o costume, mas isso não gera de fato a evangelização e a consciência da pessoa de que o dízimo é uma partilha voluntária, é uma iniciativa de cada fiel em partilhar um pouquinho do dom que Deus lhe deu”, relata Eliézer.
Ele exemplifica: “Eu de profissão eu sou corretor de imóveis, para isso tenho que ter um dom para venda, um dom que Deus me deu. Então, penso que é totalmente justo e agradável para mim e para Deus partilhar um pouco desse dom com a comunidade.”
Dízimo não é oferta
Muitas pessoas acreditam que, ao dar a oferta durante a missa não precisa partilhar o dízimo, mas Eliézer explica que são coisas diferentes. “O dízimo dá aos fiéis o sentimento de pertença à comunidade, pois você só contribui na paróquia à qual pertence, já o ofertório, o faz em qualquer lugar onde esteja participando de uma celebração. Por exemplo, quando você é um dizimista e está no banco da igreja olhando para o altar, entende que partilhou para a compra da vela que está queimando ali, para a toalha e todos os paramentos que estão sendo utilizados naquela celebração”. É nesse sentido que se define o dízimo como um caminho de evangelização e não de arrecadação de fundos.
A base da Igreja
Você sabe o que é feito com o dinheiro do Dízimo? De acordo com Eliézer, “toda paróquia deve expor no seu mural o valor arrecadado no mês e a sua destinação, seja com os gastos fixos da paróquia ou com outras ações pastorais”. Caso isso não seja feito, todo dizimista tem direito a ir à secretaria paroquial e solicitar essas informações.
De maneira geral há uma amplitude de coisas que são feitas com o dinheiro do dízimo. Além de todos os custos da igreja local e da paróquia, há o salário do padre e as ações sociais, além das obras de manutenção e ampliação da estrutura física da comunidade. E ainda um percentual que vai para a Cúria, para a sustentabilidade da Arquidiocese. Ou seja, o dízimo ajuda a sustentar todo o trabalho e as ações evangelizadores da Igreja.
Obra do coração
Ainda assim, apesar da sua necessidade, a Igreja Católica, embora reconheça o dízimo como uma obrigação, não obriga nenhum fiel cristão católico a fazer a partilha do dízimo. Aliás, de acordo com Eliézer, esse é o maior desafio da Pastoral, “evangelizar para que a pessoa se sinta tocada e faça a partilha do dízimo, pois Deus quer que sejamos menos egoístas e partilhemos mais”.
Na arquidiocese também há o trabalho de acolhimento aos novos dizimistas, com todas as informações e acompanhamentos que são importantes. “Quando eu convido as pessoas a serem novos dizimistas, a minha palavra vai, mas quem convence o coração é o Espírito Santo. Eu só tenho que ser presença, cadastrar, receber e acompanhar essas pessoas”, explica o Coordenador Arquidiocesano.
“Por fim, gostaria que as pessoas fizessem uma reflexão a respeito de sua vida, de que tudo o que recebemos, tudo, tudo vem de Deus. E se tudo vem de Deus, o que me custa devolver uma pequena fração? E a Igreja Católica não nos cobra 10%, mas pede que cada um partilhe aquilo que o coração mandar, sem peso e nem aperto no coração”.
Assim, Eliézer convida a cada cristão católico que vai à missa dominical, para que olhe para esse preceito do dízimo com o mesmo carinho, e assim seja um dizimista fiel na sua capela, na sua paróquia, e que também busque saber qual é o valor partilhado do dízimo mensal e a destinação desse dinheiro, assim irá partilhar sempre, de uma forma leve, suave e tranquila.
Data de Publicação
Terça-feira, 8 de setembro de 2026
08:47
Autor
Alice Zanini
Tempo de Leitura
5 minutos
Categoria
Arquidiocese Cascavel

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