Com doação do Papa, refugiados em Cabo Delgado terão 2 centros de saúde

A região de Cabo Delgado é assolada desde 2017 por uma insurreição liderada por um grupo que se autoproclamou filiado ao Estado Islâmico, o que resultou na morte de mais de 2.300 pessoas e no deslocamento de pelo menos 600.000 habitantes.
10/12/2020 08:12
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Com doação do Papa, refugiados em Cabo Delgado terão 2 centros de saúde

Vatican News

Graças à doação do Papa Francisco à Diocese de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, serão construídos dois centros de saúde. Desde 2017 a região é assolada por uma insurreição liderada por um grupo que se autoproclamou filiado ao Estado Islâmico, o que resultou na morte de mais de 2.300 pessoas e no deslocamento de pelo menos 600.000 habitantes.

“Existem dois centros de saúde, um em Chiúre, o distrito mais populoso de Cabo Delgado, e outro em Montepuez, no sudoeste da província, longe dos ataques dos rebeldes e um dos locais seguros para onde os deslocados internos tentam escapar”, explicou o bispo de Pemba, Dom Luiz Fernando Lisboa, ao agradecer ao Papa Francisco a sua oferta.

“Num gesto de caridade pastoral, o Papa Francisco ofereceu-nos 100.000 euros para ajudar os deslocados”, disse Dom Lisboa, destacando que a decisão de construir os dois centros de saúde foi tomada após consulta aos responsáveis pela assistência aos deslocados.

Para as famílias que fogem da guerra, metade delas crianças, os cuidados de saúde estão entre as principais necessidades, depois de terem perdido tudo, devido à fome e aos longos dias de fuga no mato. Dentro de dois a três meses, os dois centros deverão começar a atender os deslocados.

O bispo de Pemba considera importante a intervenção do Papa Francisco, pois tem permitido manter viva a atenção internacional sobre a província moçambicana também numa perspectiva de futuro. “Se a guerra acabasse hoje, ainda seriam necessários vários anos para reconstruir o tecido social da província”, sublinha o prelado.

“Depois que o Papa começou a falar sobre Cabo Delgado – constata o prelado - houve uma maior atenção por parte de muitos grupos, organizações e até de diferentes países. Creio que a sua figura, forte, tenha dado uma contribuição para tornar esta crise não só nossa, dos habitantes de Cabo Delgado, mas uma crise pela qual o mundo inteiro deve ser responsável”.

Agência Fides - LM

Fonte: http://www.vaticannews.va/pt

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