"A vocação foi um presente", afirma religiosa ao completar 100 anos de vida

11 de janeiro de 2019 às 11:16

"A vocação foi um presente", afirmou Irmã Corina Ciappina, da Congregação ‘Hermanas de Nuestra Señora de la Merced del Divino Maestro’ (Irmãs de Nossa Senhora das Mercês do Divino Mestre), ao completar 100 anos.

Crédito: Agência Informativa Católica Argentina (AICA)

Com uma Missa celebrada em 5 de dezembro na sede da congregação, fundada em 1889 em Buenos Aires (Argentina), a religiosa comemorou o seu aniversário com a família e amigos e lhes confessou estar "cada vez mais feliz".

Ela nasceu na Sicília (Itália), em 1918. Foi a segunda de quatro irmãos, seu nome de batismo era Santina e sua família se mudou para a Argentina quando terminou o segundo ano do ensino fundamental. Seu pai trabalhava em uma cervejaria e nas ferrovias da cidade de Córdoba.

Em sua juventude, Santina tinha o desejo de ser religiosa e entrou para o ‘Instituto Hijas de María Santísima del Huerto’ (Instituto Filhas de Maria Santíssima do Horto). No entanto, sua saúde começou a se debilitar e a superiora sentiu que, por causa de sua condição, essa vida não era para ela.

Naquela época, por volta do ano 1933, foi fundado em Córdoba o Colégio ‘Nuestra Señora de la Merced y el Divino Maestro’ (Nossa Senhora das Mercês e do Divino Mestre), pertencente à congregação de mesmo nome e que tem como missão a educação e formação cristã de jovens e crianças.

"Fui à Missa lá com a minha família e fiquei impressionada com a grande piedade das religiosas. Elas oravam com grande fervor. Ao ver as irmãs com um fervor tão grande eu disse: eu tenho que vir para cá”, comentou Irmã Corina aos seus familiares e amigos.

Corina ingressou na congregação aos 16 anos. "Eu confio na grande misericórdia de Deus. Agradeço a ‘Jesuszinho’ querido, que me deu uma vida longa” disse a religiosa, ao mesmo tempo em que pediu perdão a Deus pelos pecados cometidos "na minha vida religiosa e civil".

Irmã Corina costumava sair à rua, mas fraturou o quadril em uma queda que teve aos 99 anos e por isso hoje usa cadeira de rodas. Apesar disso, a religiosa conversa com alegria e bom humor.

Durante sua vida religiosa, Irmã Corina serviu como professora e foi diretora da antiga escola da Imaculada na Diocese de Quilmes. Sua congregação está presente na Argentina, no Uruguai e na Espanha.