O medo de dizer “não”

10 de outubro de 2018 às 17:11
O medo de dizer “não”


É impossível ser luz para os irmãos sem antes ser autêntico diante de si mesmo

Eu tentava agradar e tinha medo de dizer “não”, eu chorava em silêncio e mantinha minhas vontades em segredo.

Eu não era eu. Eu era ela, aquela que todos esperavam que eu fosse.

Como um gigante adormecido, quando deixei minha essência acordar de um sono profundo, o estrago foi grande. Tive que destruir paredes que eu mesma construí ao longo do caminho e que obstruíam a minha passagem.

Tive que passar por cima de algumas situações que nunca tinham me representado, e também tive que me libertar das algemas que eu permiti que algumas pessoas colocassem em mim.

Foi um processo de renascimento, de metamorfose, de evolução e de muita dor. Foi preciso coragem para olhar pessoas e situações nos olhos e dizer “não”, sem muita explicação, simplesmente “não”.

Eu abri mão de tudo aquilo que estava e está fora do meu controle, e assumi as rédeas de todo o resto. Eu decido, eu faço, quando quero e se quero.

Nessa batalha, eu me armei de todo o amor que existia em mim, e foi quando, finalmente, descobri que sempre tive a disposição, a arma mais poderosa que o homem pode utilizar.

Muita gente teve que sair de cena para que eu pudesse fazer espaço para todas as outras que estavam, pacientemente, esperando para fazer parte da minha história. Eu mudei o rumo da minha jornada, porque finalmente entendi que só eu tinha esse poder.

Eu não deixo mais a vida simplesmente me levar, eu observo os sinais e ajusto o ponteiro da minha bússola para a direção que o meu coração aconselha.

Se é o destino certo, eu não sei, eu só sei que vivo da minha maneira, sempre levando em consideração todos os aprendizados diários, os conselhos que carregam positividade e coerência, as críticas construtivas e tudo mais que venha a acrescentar.

Diante de toda essa mudança, fiquei sem tempo e espaço para as pessoas que só sabem reclamar, para os negativos, fofoqueiros e folgados de plantão. Eu não julgo as escolhas de ninguém, todo o mundo tem o direito de ser e fazer o que bem entender, mas, a melhor de todas as lições que aprendi até aqui é que posso respeitar o espaço do outro, mas não sou obrigada a aceitar, conviver ou concordar com o que não me agrada, não me acrescenta e não me torna uma pessoa melhor.

Hoje eu sou tudo o que eu quero, tudo o que eu posso, e talvez tenha mais imperfeições do que nunca, mas estou trabalhando e investindo toda a minha energia para ser melhor a cada dia.

Ainda não tenho tudo o que quero, mas tenho tudo o que preciso, e acima de todas as coisas, ir dormir com a consciência limpa, sabendo que fiz e faço o melhor que posso, com o que tenho, de acordo com o momento que estou vivendo, já me basta.

Eu deixei de alimentar meu ego, e foi aí que percebi o quanto minha alma tinha fome, então descobri toda a abundância que existe na gratidão, e aprendi que agradecer por tudo e qualquer coisa é o único alimento que nutre, expande e revigora a minha alma.

Com fé, resiliência e amor, tudo se torna possível, mas sair do casulo e virar borboleta é uma decisão que só você pode tomar.

Reveja seus conceitos, reavalie sua vida e escolhas, e se encontrar algo do qual não se orgulhe, ou que não te faça feliz, ressuscite a sua essência e liberte-se!

(via Provocações Filosóficas)