A história arrepiante (e surpreendente) do “Padre Pio do Brasil”

09 de agosto de 2018 às 17:31
A história arrepiante (e surpreendente) do “Padre Pio do Brasil”


Frade capuchinho, irmão de uma santa e missionário entre os mais pobres dentre os pobres

São Pio de Pietrelcina, o famosíssimo Padre Pio, foi neste mundo um extraordinário frade capuchinho italiano reconhecido pelas curas espirituais, pela profunda vida de oração e por dons sobrenaturais como os estigmas da Paixão de Cristo.

Durante boa parte do período de vida de São Pio, porém, outro frade capuchinho italiano foi também reconhecido pela santidade e pelos dons de cura, tanto de doenças físicas quanto espirituais.

Alberto Enrico Beretta nasceu em Milão em 1916, numa família católica em que os filhos eram nutridos no profundo amor a Deus e na vívida solicitude para com os outros. Uma de suas irmãs é ninguém menos que Santa Gianna Beretta Molla, médica e mãe fiel que optou por doar a própria vida antes de sacrificar a da bebê que estava esperando.

Alberto foi um menino quieto, dedicado aos estudos, que também se tornou médico. No entanto, a carreira não era o seu caminho: ele se sentiu chamado a juntar-se aos frades franciscanos capuchinhos e a compartilhar da sua dedicação aos pobres, a quem queria fazer todo o possível para ajudar. Os relatos de pobreza ouvidos de um frade capuchinho em missão no Brasil inflamaram nele ainda mais o desejo de servir aos mais necessitados. No dia do falecimento de seu pai, Alberto disse a seu irmão:

“Quero ser missionário capuchinho e médico no Grajaú, onde faltam médicos numa vasta região”.

Alberto foi ordenado sacerdote em 13 de março de 1948 e logo depois foi enviado como missionário para o Brasil.

Por volta de 1950, começou a construção de um hospital, concluído em 1957. Ele mesmo cuidava das necessidades médicas de muitos pacientes no hospital, mas também visitava com frequência as pessoas em suas casas para lhes prestar cuidados médicos adequados.

Em particular, o frade atendia os hansenianos, então chamados comumente de leprosos, e seus conhecimentos médicos atraíam casos especiais de todo o Brasil.

O frei Alberto Beretta se doou incansavelmente aos mais pobres dentre os pobres durante 33 anos, até que ele mesmo sofreu um derrame que o obrigou a voltar para a Itália. Em sua pátria passou os últimos 20 anos de vida terrena, como testemunha silenciosa do Evangelho, oferecendo os seus muitos sofrimentos a Deus por seus irmãos que padecem neste mundo.

missionário partiu para o Abraço Eterno do Pai em 2001. Sua causa de canonização foi oficialmente aberta em 2008, quando foi proclamado Servo de Deus.