Papa: diálogo inter-religioso e colaboração

16 de maio de 2018 às 12:17
Papa: diálogo inter-religioso e colaboração


Para o Papa Francisco “diálogo e colaboração são palavras-chave nos dias de hoje” e é importante os líderes religiosos “se comprometerem em cultivar a cultura do encontro e dar exemplo de diálogo colaborando efetivamente ao serviço da vida, da dignidade humana e da tutela da criação”.

Cidade do Vaticano

Nesta quarta-feira (16/05), momentos antes da Audiência Geral, o Papa Francisco teve encontros privados, com as delegações de religiões originárias da Índia e os budistas da Tailândia.

Delegação de religiões indianas

No encontro havia representantes do budismo, hinduísmo, jainismo e sikhismo vindos a Roma para um Simpósio intitulado “Dharma e Logos. Diálogo e colaboração em uma época complexa”, que contou com a participação de cristãos.

Na breve saudação, o Pontífice sublinhou sua satisfação pela iniciativa, afirmando que “Diálogo e colaboração são palavras-chave nos dias de hoje” devido ao crescimento de tensões e conflitos acompanhados de violência em grande e pequena escala que são consequências de complexos fatores. Depois o Papa evidenciou a importância de líderes religiosos “se comprometerem em cultivar a cultura do encontro e dar exemplo de diálogo colaborando efetivamente ao serviço da vida, da dignidade humana e da tutela da criação”.

Budistas da Tailândia

Em seguida o Papa fez uma breve saudação a uma delegação de monges budistas vindos da Tailândia. Em seguida agradeceu o presente recebido, o Livro Sagrado dos budistas traduzido em língua contemporânea pelos monges do Templo Wat Pho.

Ao saudá-los, o Papa recordou da amizade que há muitos anos une católicos e budistas em um caminho feito de pequenos passos. Recordou do encontro de Paulo VI e o Venerável Somdej Phra Wanaratana no Vaticano, cuja imagem está exposta na entrada no Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, que os monges puderam visitar nestes dias em Roma.

Concluiu auspiciando que budistas e católicos intensifiquem suas relações, progridam no recíproco conhecimento e estima das respectivas tradições espirituais, e sejam no mundo testemunhas de valores de justiça, de paz e da tutela da dignidade humana.

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