Papa aos Greco-melquitas: Síria atingida por violências indescritíveis

12 de fevereiro de 2018 às 12:04
Papa aos Greco-melquitas: Síria atingida por violências indescritíveis


O Papa pediu "pastores pobres, não apegados ao dinheiro e ao luxo, em meio a um povo pobre que sofre, anunciadores coerentes da esperança pascal, em perene caminho com os irmãos e as irmãs”.




Cidade do Vaticano

“Desejo vivamente que, com o seu testemunho de vida, os bispos e os sacerdotes greco-melquitas possam encorajar os fiéis a permanecer na terra onde a Providência Divina quis que nascessem”.

Ao receber em audiência na manhã desta segunda-feira os membros do Sínodo Greco-melquita, o Papa Francisco recordou que “neste difícil momento histórico muitas comunidades cristãs no Oriente Médio são chamadas a viver a fé no Senhor Jesus em meio a muitas provações”.

Neste sentido, a proximidade e a oração que o Santo Padre assegura ao Patriarca Greco-melquita Youssef Absi, “não pode estar dissociada daquela pela amada Síria e por todo o Oriente Médio, região na qual a vossa igreja está profundamente radicada e desenvolve um precioso serviço pelo bem do povo de Deus”.

O Papa também assegura sua oração aos fiéis da diáspora e aos seus pastores, cuja presença não se limita ao Oriente Médio, mas se estende, já há muitos anos, a outros países para onde se transferiram “em busca de uma vida melhor”.

Francisco recorda que na carta enviada em 22 de junho ao Patriarca de Antioquia dos Greco-melquitas por ocasião de sua eleição, ressaltava que “nunca como neste momento, os pastores são chamados a manifestar, diante do povo de Deus que sofre, comunhão, unidade, proximidade, solidariedade, transparência e testemunho”. “Vos convido a seguirem por este caminho”.

No Dia de Oração e Jejum pela Paz convocado para o dia 23 – disse o Papa -  “não deixarei de recordar, de maneira especial a Síria, atingida nestas últimos anos por sofrimentos indescritíveis”.

A peregrinação ao túmulo do Apóstolo Pedro é sempre “um momento fundamental, de caminho comum, durante o qual o Patriarca e Bispos são chamados a tomar decisões importantes para o bem dos fiéis, também com a eleição dos novos bispos, de pastores que sejam testemunhas do Ressuscitado”:

Temos tanta necessidade de pastores que abracem a vida com a dimensão do coração de Deus, sem recostarem-se nas satisfações terrenas, sem contentarem-se em mandar em frente aquilo que já existe, mas mirando sempre o alto”.

Pastores “portadores do Alto”, livres da tentação de manterem-se “em baixa cota”, desvinculados das medidas restritas de uma vida morna e rotineira; pastores pobres, não apegados ao dinheiro e ao luxo, em meio a um povo pobre que sofre, anunciadores coerentes da esperança pascal, em perene caminho com os irmãos e as irmãs”.

O Papa Francisco, ao mesmo tempo que expressa sua alegria em conceder seu assenso aos bispos por eles eleitos, diz que “gostaria de poder tocar com a mão a grandeza destes horizontes”.

Ao concluir, pede que ao retornarem a seus países, os bispos recordem aos fiéis, religiosos e sacerdotes que “eles estão no meu coração e na oração do Papa”.