Aproximação entre Santa Sé e China mediante exposição simultânea no Vaticano e Pequim

23 de novembro de 2017 às 10:49
Aproximação entre Santa Sé e China mediante exposição simultânea no Vaticano e Pequim


Os Museus Vaticanos e o Museu da Cidade Proibida de Pequim apresentaram uma exposição simultânea que será realizada na primavera de 2018, mediante a qual pretendem construir uma ponte cultural que se converterá em uma peça central das relações entre a Cidade do Vaticano e a República Popular da China.

Na apresentação da exposição, que aconteceu na terça-feira, 21 de novembro, na sala de imprensa da Santa Sé, Zhu Jiancheng, Secretário Geral da China Culture Investment Found, instituição que, junto com o Vaticano, é responsável pela organização da exposição, mostrou a sua satisfação por esta iniciativa.

“Estou firmemente convencido de que esta exposição simultânea chinesa-vaticana abrirá um novo capítulo no intercâmbio cultural entre o povo chinês e o Vaticano, a fim de ajudar a aproximação e a compreensão entre dois países com uma profunda tradição cultural”, assegurou.

Afirmou que “este evento tem um significado muito importante na promoção da compreensão mútua e da confiança recíproca entre ambas as partes”.

Nesse sentido, insistiu que “trata-se de um evento que supera as fronteiras e o tempo, que une as culturas e que fortalecerá a amizade entre a China e o Vaticano, além de favorecer a normalização das relações diplomáticas entre a China e o Vaticano”.

Nesta exposição terá um peso especial a obra do reconhecido pintor chinês Yan Zhang, duas das quais foram cedidas ao Vaticano em 31 de maio de 2017.

“Neste momento histórico de grande compromisso para desenvolver as relações civis entre a China e o Vaticano, gostaria de expressar a nossa sincera homenagem de verdadeira amizade à Sua Santidade, o Papa Francisco, e a todos aqueles que contribuíram aos intercâmbios culturais”, assinalou.

Explicou que “as duas mostras representam os dois extremos de uma ponte de diálogo e civilização. Como um mensageiro deste intercâmbio cultural, para mim, é um prazer e um privilégio transmitir as saudações e a amizade do povo chinês”.

O artista chinês considerou uma honra que as suas obras Cradling Arm e Iron Staff, da série de obras que desenvolveu nos últimos 20 anos com o tema “Natureza e Religião”, foram adicionadas à coleção permanente dos Museus Vaticanos depois da sessão realizada em 31 de maio de 2017. “São as obras que representam melhor todos os meus trabalhos e reflexões”, assegurou.