A paz de uma catedral a fez deixar de ser agnóstica e hoje abraça a fé católica

18 de maio de 2017 às 11:48
A paz de uma catedral a fez deixar de ser agnóstica e hoje abraça a fé católica


 Violeta Conde Borredo, de 21 anos, foi batizada no dia 16 de maio na Catedral de Almudena, Espanha, pelo Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri. Seu caminho à fé passou pelo agnosticismo, a busca de respostas às perguntas transcendentais do ser humano e por um determinado momento a levou à Catedral de Colônia, na Alemanha, onde quase sem saber se encontrou com Jesus Cristo.

Violeta nunca tinha entrado em uma igreja em toda a sua vida. “Acho que apenas uma vez para uma comunhão, mas não me lembro”, explica ao semanário católico ‘Alfa y Omega’. Seus pais não a batizaram quando era pequena para que pudesse decidir se gostaria de pertencer a alguma religião quando crescesse.

Definia-se como “meio agnóstica”, porque sempre teve inquietudes às perguntas mais profundas e transcendentais do homem. Mas, até então, não havia encontrado respostas.

“Estava fascinada por tudo aquilo que aparentemente não tem que parecer natural: porque estamos aqui, porque existimos... eu achava tudo isso sobrenatural. Como um mistério. Não conseguia dar uma explicação e achava isso incrível”, assegurou a ‘Alfa y Omega’.

Ela ganhou uma bolsa para estudar cinco meses na Universidade de Colônia (Alemanha) e lá tudo mudou.

Durante esse tempo de estudo no exterior, a jovem sofreu um choque anafilático. “Estava sufocada, estava no exterior sem saber falar bem alemão”, “estava sozinha, não sabia o que ia acontecer...”, recorda. Mas, sublinha que por um momento sentiu “uma grande paz, não sabia de onde era, nem de onde vinha”.

Despois de viver este momento difícil, Violeta começou a sentir algo dentro dela que a chamava a ir à Catedral de Colônia.

Quando entrou na catedral, segundo relata, sentiu “novamente a mesma paz que havia sentido na ambulância”. Desde então, começou a ir ao templo todas as tardes. “Permanecia lá sentada, sem fazer nada”, recorda.

A bolsa na Universidade acabou e teve que voltar para a Espanha. Foi quando percebeu que a sua vida havia mudado totalmente, “porque esse é um tipo de experiência que te muda”.

Começou a estudar Filosofia para “conhecer a verdade” e também começou a ler Santo Agostinho.

“Até então, não sabia quase nada sobre a religião. Comecei a ficar interessada e a ler diferentes filósofos cristãos. Percebi que tinha recebido uma graça de Deus e queria acolhê-la, queria dizer sim e acreditar”, assegura.

Foi então que conheceu o capelão da Faculdade de Filosofia da Universidade Complutense de Madri. “Aproximei-me um dia e disse que queria ser batizada”, recorda Violeta. O sacerdote lhe respondeu com um sorriso: “Acho que primeiramente precisamos conversar um pouco, não acha?”.

Em seguida, começou a se preparar com catequese e oração. Dois anos depois de entrar na Catedral de Colônia pela primeira vez, recebeu o Batismono dia 16 de maio, na Catedral da Almudena.

O Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri, a batizou junto com outros 7 universitários. Também foram crismados 54 jovens que foram preparados com a delegação de Pastoral Universitária de Madri.

Violeta assegura a ‘Alfa y Omega’ que está “alegre” por se unir “totalmente a Jesus Cristo e à sua Igreja”, porque, para ela, é “alguém que a acompanha no seu dia a dia. Deixou de ser apenas uma ideia. Essa ideia que eu tinha se fez carne e me acompanha no meu caminho”.